A sua empresa possui relação comercial com fornecedores que trabalham com quantidades mínimas de pedido (MOQs)? 

Saiba que essa é uma estratégia que afeta toda a cadeia de suprimentos e a gestão do estoque de diversas formas e precisa ser bem compreendida para que o setor de compras defina se esse é o melhor formato e, caso seja, como conduzir as negociações da melhor maneira.

Para ajudar com o tema, neste artigo, você vai entender como funciona o regime de quantidades mínimas de pedido (MOQs), quais são suas vantagens e desvantagens, além de entender a importância de contar com a tecnologia nesse contexto. Confira!

Entenda o que são quantidades mínimas de pedido (MOQs)

A sigla MOQ, em inglês, significa “minimal order quantity” ou, em português, quantidade mínima de pedido. Trata-se de uma estratégia utilizada no contexto da supply chain ou cadeia de suprimento e afeta diretamente a gestão de estoque.

A MOQ quer dizer a quantidade mínima de materiais que um fabricante ou fornecedor pode se comprometer a entregar a um comprador de uma só vez.

Esse número é definido pelos fornecedores e podem apresentar variedades, conforme o tipo de produto, as demandas e gastos que o fabricante tem em sua produção. 

Isso quer dizer, por exemplo, que se um fornecedor de camisas estabelece um MOQ de 700 peças por pedido, o comprador interessado deverá adquirir pelo menos essa quantidade para fechar negócio. 

Assim, um dos principais objetivos da estratégia de MOQ é que essa quantidade mínima cubra os custos de produção e fabricação dos itens, garantindo uma margem de lucro satisfatória para o fornecedor.

É sempre importante que o comprador tenha em mente que o tamanho do pedido tem impacto direto no estoque, com efeito significativo no centro logístico.

Dessa forma, caso o fornecedor defina um MOQ alto, os pedidos serão maiores e as variações de estoque mais fortes. E se o MOQ for baixo, essas alterações de estoque serão menos significativas.

Vantagens e desvantagens de adotar as quantidades mínimas de pedido (MOQs)

Assim como toda estratégia, ferramenta ou plano de ação, especialmente se tratando da gestão da cadeia de suprimentos, a MOQ apresenta pontos positivos e outros que podem ser considerados desvantagens para o comprador. Veja abaixo:

Vantagens

  • De maneira geral, os fornecedores que trabalham com quantidades mínimas de pedido (MOQs) oferecem o melhor preço por unidade disponível para os compradores;
  • Quanto maior for a compra junto ao fornecedor, mais baixo é o preço;
  • Para grandes empresas, que trabalham com grandes demandas e, consequentemente, com capacidade de armazenamento alta, há economia na aquisição de grandes quantidades de materiais;
  • Facilita a comparação de preços;
  • Ajuda a estreitar a relação cliente-fornecedor; 
  • É comum que haja espaço para negociar com o fornecedor, o que pode ser interessante para ele e para o comprador.

Desvantagens

  • O comprador precisa pagar adiantado por um produto que, geralmente, ainda não vendeu;
  • Para negócios iniciantes, pode não ser interessante o fato de precisar desembolsar uma grande quantia sem dinheiro em caixa; 
  • Além do custo com o produto em si, é preciso arcar com o envio e outras taxas, como de processamento;
  • Para economizar e conseguir um melhor preço na unidade, o comprador precisa adquirir uma quantidade maior do que a que precisa para o momento;
  • A depender da demanda, do tipo de produto e de como ele chega ao seu consumidor final, há a possibilidade de não vender tudo o que foi adquirido por meio da MOQ;
  • Um MOQ mais alto aumenta a necessidade de armazenamento e, consequentemente, mais custos com o estoque.

A importância de contar com a tecnologia para ter previsibilidade na otimização de estoque

Sem dúvidas, a possibilidade de prever com precisão a demanda é o que torna ainda melhor e mais assertivo o gerenciamento de estoque de uma empresa. 

Especialmente para aquelas que trabalham com fornecedores que adotam as quantidades mínimas de pedido (MOQs).

E para conseguir levantar essa previsão, que ajuda na projeção de vendas futuras e na real demanda de estoque, alguns dados devem ser considerados, tais como:

  • Tendências de mercado;
  • Vendas realizadas pela empresa no mesmo período do ano anterior;
  • Vendas já garantidas por meio de contratos e outros meios, como assinaturas;
  • Sazonalidade;
  • Dados de economia local e global;
  • Previsão de próximos descontos e promoções;
  • Dentre outras variáveis que devem ser consideradas.

Hoje, com a tecnologia, diversos sistemas e plataformas permitem que a empresa faça um planejamento completo de sua cadeia de suprimentos.

Com a plataforma de otimização de estoque Supply Brain, por exemplo, é possível evitar o excesso e a ruptura de estoque, já que ela entrega a previsão de demanda, considerando dados históricos da empresa e informações externas de mercado.

Com isso, são definidas as políticas de estoque, com recomendações completas de abastecimento.

Conclusão

Fechar negócio com um fornecedor considerando as quantidades mínimas de pedido (MOQs) que ele estabelece é uma estratégia que apresenta vantagens e desvantagens para o consumidor.

Por isso, é muito importante que o setor de compras de uma empresa considere todas as particularidades do negócio, sempre levando em conta dados internos e externos que possam afetar sua demanda, a fim de realizar uma boa gestão de estoque.

Esse trabalho é melhor executado ao contar com a ajuda da tecnologia, por meio da inteligência artificial e suas ferramentas que ajudam a empresa a tomar decisões acertadas. 

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